quarta-feira, 9 de julho de 2014

A comunicação a serviço da evangelização
“Ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1 Co 9:16)

Quando o anjo Gabriel comunicou o plano de salvação do Pai à virgem Maria, ela pôs-se a pensar o que aquilo significava; “Entrando, o anjo, disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.” (Lc 1, 28). Aconteceu ali a maior comunicação de todos os tempos – o projeto de salvação de Deus para com o seu povo se realizava – e após o diálogo com o anjo, a resposta de Maria foi um SIM, sem hesitação nenhuma. Precisamos também dar nosso SIM, assim como Maria, sem hesitar, buscando levar o nome de Jesus Cristo a todos os lugares possíveis.
Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também uma forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho.
O Papa João Paulo II na Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, em Março de 2002, lançou um grande desafio para toda a Igreja.

“É fundamental considerar o nosso empenho com o mundo dos meios de comunicação social como uma para a qual o Espírito Santo chama agora a Igreja no mundo. (…) O principal desafio é encontrar as formas para garantir que a voz da Igreja não seja marginalizada ou silenciada na arena moderna dos meios de comunicação social. Portanto, deveis desempenhar um papel ao garantir que o Evangelho não seja limitado a um mundo estreitamente privado. Não! Jesus deve ser proclamado ao mundo; a Igreja deve entrar no grande foro dos meios de comunicação com coragem e confiança.”

Que o Espírito Santo nos impulsione a realizar uma missão que nos faça sair do comodismo, pois somos continuadores das vontades de Jesus Cristo na Igreja.

Oração a São Gabriel Arcanjo
Portador das boas novas, das mudanças, da sabedoria e da inteligência. Arcanjo da Anunciação, trazei todos os dias mensagens boas e otimistas. Fazei com que eu também seja um mensageiro, proferindo somente palavras e atos de bondade e positivismo. Concedei-me o alcance de meus objetivos. Que assim seja.


Denise Barbosa

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A alegria da Páscoa vem do coração

Nesta semana, disse o Papa, podemos continuar com as felicitações de Páscoa, como se fosse um único dia. É o grande dia que o Senhor fez.
O sentimento dominante que transparece dos relatos evangélicos da Ressurreição é a alegria repleta de estupor, e na Liturgia nós revivemos o estado de espírito dos discípulos pela notícia que as mulheres traziam: Jesus ressuscitou!
Deixemos que esta experiência, impressa no Evangelho, se imprima também nos nossos corações e transpareça na nossa vida. Deixemos que o estupor jubiloso do Domingo de Páscoa se irradie nos pensamentos, nos olhares, nas atitudes, nos gestos e nas palavras... Mas isso não é uma maquiagem! Vem de dentro, de um coração imerso na fonte desta alegria, como o de Maria Madalena, que chorou pela perda do seu Senhor e não acreditava nos seus olhos vendo-o ressuscitado.
Quem faz esta experiência, acrescentou o Pontífice, se torna testemunha da Ressurreição, porque num certo sentido ele mesmo ressuscita. Então é capaz de levar um “raio” da luz do Ressuscitado nas diversas situações humanas: naquelas felizes, tornando-as mais belas e preservando-as do egoísmo; e naquelas dolorosas, trazendo serenidade e esperança.


Renata Ramos
Ministra do Acolhimento

domingo, 20 de abril de 2014

Aleluia, Aleluia, Aleluia! O Senhor que estava morto agora vive e está no meio de nós!

“Aquele que vimos envolto em sangue, tomado pelas dores da morte na Sexta-feira, Aquele que velamos respeitosamente no silêncio da morte no Sábado, agora proclamamo-lo Ressuscitado, Vivo, Vitorioso!” (D. Henrique Soares)
O sentido da morte e ressurreição de Jesus, o significado deste Sublime Mistério de Amor é anunciar que Ele já venceu por nós. Ele está vivo! Jesus matou a morte!” (Pe. José Augusto). O Senhor inaugura uma vida nova, somos novas criaturas. “Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova” (Romanos 6, 4).
Não sejamos como aquelas mulheres que no primeiro dia da semana estavam procurando no sepulcro Aquele que está vivo, e que até chegaram a pensar que o corpo tinha sido roubado, mas não lembraram que Jesus ressuscitaria ao terceiro dia como havia dito. Não façamos também como um de seus discípulos, Tomé, que duvidou da presença real do Senhor no meio dos outros, sejamos como os demais que se alegraram com sua aparição. Jesus está em nosso meio, Ele vive em nós. Estejamos certos que Ele abriu o caminho para nossa salvação, de que atravessou o doloroso “mar da morte”, e por isso celebramos a festa da Páscoa (do hebraico Pessach) que significa passagem da morte para a vida. É por esta fé que nós vivemos e somos cristãos e “Felizes aqueles que crêem sem ter visto” (Jo 21, 29).
Essa fé não pode ficar somente entre nós, ela precisa ser anunciada a todos os filhos de Deus, e assim como Jesus disse aos seus discípulos “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Marcos 16, 15), que possamos também levar a Palavra de Deus, o testemunho e a oração àqueles que ainda não conhecem nosso Senhor. 

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

A música que deixo aqui talvez seja pouco lembrada no dia de hoje, mas foi a que o Senhor colocou em meu coração. Que a nossa fé seja também ressuscitada!


Meu Senhor e meu Deus
Mensagem Brasil

Meu Senhor e meu Deus, meu Senhor e meu Deus
Meu Senhor e meu Deus, eu creio
Mas aumenta a minha fé
Dá-me uma fé viva, dá-me uma fé nova
Traduzida na vida, testemunhada
No amor pelos irmãos




Denise Barbosa
Ministra do Acolhimento

quarta-feira, 26 de março de 2014

A Docilidade na Comunicação

 

Docilidade: s.f. Qualidade do que é dócil; afabilidade; brandura.

(Aurélio Online, 2008-2014)

 

Ser dócil é ser obediente, é ser fácil de ser conduzido. É aquele que aprende com facilidade. Mas que desafio é ser dócil ao Espírito Santo, não é? Se aprender já é, por vez, complicado, imagina aprender com facilidade. Mas, como Deus nos ama tanto, nos concede esta graça de entender aquilo que Ele quer.
Quando vemos alguém na rua, geralmente conhecido, nós nos comunicamos com ele através de uma saudação, um sorriso, um gesto, um aceno. Ou, se ainda mais próximo, através de uma rápida ou longa conversa. Mas, o que vem a ser comunicação?

Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado. (...) Quem comunica é a fonte e, do outro lado, está o receptor. O que se comunica é a mensagem. (VASCONCELOS, 2009)

Somos convidados, como autênticos cristãos e missionários evangelizadores, a levar Deus ao próximo. Como nosso Deus é providente, nos concedeu a graça da comunicação, meio pelo qual podemos evangelizar. Como citado acima, o que se comunica é a mensagem. E então, qual a mensagem hoje que você quer anunciar? Qual a mensagem que você precisa levar aos corações sedentos?
E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. (Cf. Mc 16, 15)
Que possamos ser dóceis ao Espírito Santo, para que entendamos aquilo que Ele quer utilizar para a nossa evangelização através da comunicação, seja ela por meio físico ou social.
Deus os abençoe!

Kathleen Tácila

Ministra do Acolhimento

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tráfico Humano: um brado aos céus por socorro divino



A Campanha da Fraternidade de 2014, preconizada pela CNBB, trata a temática da “Fraternidade e Tráfico Humano”, evidenciando, entre outras modalidades perversas, a exploração sexual infanto-juvenil e adulta, sobretudo de mulheres enganadas em busca de melhores condições de vida; a extração de órgãos comercializados a preço de ouro e a exploração para o trabalho escravo.
Os roteiros do tráfico humano seguem esquemas paralelos aos do crime organizado, envolvendo transações bilionárias que chegam a faturar, anualmente, 32 bilhões de dólares. A vida mercantilizada expressa a realidade da sociedade de consumo que endeusa as coisas e usa as pessoas, reduzidas a insumos comerciais, úteis e descartáveis. A inversão de valores éticos leva a negação e ao desprezo à dignidade do ser humano. Os padrões de felicidade divulgados por grupos financistas e pela propaganda paga confundem os sentimentos e a índole das pessoas.
Pelo ponto de vista individualista, a busca da felicidade sugere que eu use alguém enquanto ele/ela me satisfaça. Depois eu a descarto como objeto inútil ou a elimino como queima de arquivo. Muitas pessoas e famílias não recebem adequada formação de caráter, baseado nos valores éticos e morais. Consequentemente, não se consegue transmitir esses valores as novas gerações. O que fazer para resgatar a dignidade perdida de milhares de pessoas que foram vítimas das formas mais perversas de escravidão? Se fosse considerada isoladamente, nenhuma instituição teria uma infraestrutura capaz de encaminhar soluções, enfrentando diversas situações envoltas em fatores complexos.
É indispensável unir esforços e integrar os meios disponíveis pelas instituições na corresponsabilidade que incumbe a todos: União, governos estaduais e municipais, polícias, conselhos de cidadania, voluntariado, clubes de serviço, Igrejas, movimentos sociais. Todos nós aprendamos a enfrentar os conflitos, tentando reverter situações da escravatura, através de políticas públicas assumidas em parceria. A raiz da violência é o egoísmo e ausência de amor a Deus e ao próximo. Perdidos os valores referenciais da fé e da prática da justiça, alguém chega a degradar o ser humano, legitimando expedientes que bradam aos céus por socorro divino. Disque 123 para pedir informações, para denunciar crimes e fazer parte do encaminhamento das soluções às vítimas!

Dom Aldo Pagotto
Arcebispo da Paraíba
Reinan Barbosa

Ministro do Acolhimento

quarta-feira, 12 de março de 2014

A ORAÇÃO É ESSENCIAL PARA QUE A NOSSA ALMA, PARA QUE O NOSSO ESPÍRITO, TENHA COMUNHÃO COM DEUS NOSSO PAI.

"[Pai nosso, que estais nos céus] Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”                                         (Mt 6,12-13)

   Um dos pilares desse tempo de graça que vivemos agora, chamado de Quaresma, é a oração o nosso modo de nos relacionarmos profundamente com Deus. A oração é essencial para que a nossa alma, para que o nosso espírito, tenha comunhão com Deus Nosso Pai.
    Às vezes, as pessoas perguntam: “Mas como é que se faz oração? Como é que se ora, que se reza? Como é que se fala com Deus?” Foi a mesma pergunta que fizeram para Jesus e Ele, como nosso modelo, como o Homem orante por excelência, nos ensina a rezar. O Pai-Nosso não é uma fórmula para ser repetida; o Pai-Nosso é o jeito, a maneira, o modo como nós devemos orar: é uma oração de conclusão das orações que nós fazemos.
  No entanto, as nossas orações devem ter estes três elementos: Primeiro: é reconhecer que Ele é Pai de todos nós e, uma vez que reconhecemos que Ele é Pai meu, é Pai seu, é Pai nosso, nós exaltamos o nome do Nosso Pai, nós glorificamos e santificamos o nome do Senhor Nosso Deus.
  Segundo: E o modo de santificar, de glorificar e exaltar esse Deus é pedindo que a Sua presença se manifeste e se faça viva no meio de nós. Assim como nós pedimos que o Seu nome seja glorificado, nós pedimos também que Ele conceda a nós o pão de cada dia, mas não é pedir o pão para a “minha” casa, para a “minha” família, para a “minha” fome, mas sim pedir para que esse pão seja nosso! Porque se o Pai é Pai de todos, o pão que Ele nos dá é para todos nós. 
  E terceiro: pedimos ali de uma forma insistente ao coração de Deus: ”Quebre o nosso coração do egoísmo, das injustiças e nos ajude a partilhar o pão que nós temos em nossa mesa com aqueles que não têm!”. Ao mesmo tempo nós suplicamos ao coração de Deus: ”Perdoe, Senhor, perdoe os nossos pecados, perdoe porque nós somos frágeis!”.
   Não fique nenhum dia, meu irmão, minha irmã, sem reconhecer a sua miséria, o seu pecado, a sua condição de pecador. E da mesma forma como nós pedimos a Deus que nos perdoe é que nós queremos perdoar uns aos outros. Só não perdoa o seu próximo, o seu irmão, quem é orgulhoso e não é capaz de reconhecer o seu próprio erro, a sua própria dívida para com Deus. Senão a nossa oração será uma oração injusta: nós queremos que Deus nos perdoe, mas nós não nos abrimos para perdoar a quem nos ofendeu.
   Que a nossa vida seja uma vida de oração, mas que a nossa oração seja ao nosso ritmo e ao nosso modo de vida!

Homilia do Padre Roger Araújo- Comunidade Canção Nova


Adênia Karen
Ministra do Acollimento

sábado, 1 de março de 2014

"NO SEU VERBO, DEUS DISSE TUDO

65. «Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos pelo seu Filho» (Heb 1, 1-2). Cristo, Filho de Deus feito homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai.
N'Ele, o Pai disse tudo. Não haverá outra palavra além dessa. São João da Cruz, após tantos outros, exprime-o de modo luminoso, ao comentar Heb 1, 1-2:
«Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra – e não tem outra – (Deus) disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade.

JÁ NÃO HAVERÁ OUTRA REVELAÇÃO

66. «Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e já não se há-de esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, apesar de a Revelação já estar completa, ainda não está plenamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance, no decorrer dos séculos. ”
Catecismo da Igreja Católica (Capítulo II, 65 e 66)

O trecho 65 nos leva a parar e pensar as diversas formas que Deus mostra sua face de bondade não apenas no seu filho, mas através de pessoas aqui na terra. Pode ser com gestos e palavras que chegam exatamente quando precisamos por meio de pessoas cheias de Deus. Isso é exemplo para que nós sejamos cheios de Deus e comunicadores da boa nova com a nossa vida.

E como conseguir isso ser assim? Volte ao trecho 66! Deus revela Cristo a todo o momento para nós e está sempre nos esperando para preencher nossa vida e transformar a nossa história, torná-la nova a cada oração e só assim podemos revelar Deus ao irmão.

Emanuelle Santos
Ministra do Acolhimento